Vender na França
A França parece familiar, mas só recompensa as empresas que a tratam como um mercado próprio. Este é o nosso guia prático para vender na França, escrito por um consultor francês nativo que acompanha empresas estrangeiras no mercado francês.
- 68,6 Mhabitantes na FrançaInsee, 1º/1/2025
- 175,3 bi €de vendas online em 2024Fevad
- 7,6 bi €de comércio de bens entre Brasil e França em 2025DG Trésor
- ≈ 90 %das buscas passam pelo GoogleStatCounter
O mercado
Brasil e França: parceiros de longa data
Em 2025, o Brasil exportou cerca de 3,8 bilhões de euros em bens para a França e importou praticamente o mesmo valor, segundo a alfândega francesa: um comércio de 7,6 bilhões de euros, quase em equilíbrio. Agroalimentos e minérios lideram as vendas brasileiras, seguidos de produtos agrícolas e de madeira e papel.
Os laços entre os dois países são antigos: a França é o segundo maior investidor estrangeiro no Brasil, com cerca de 1.400 filiais de empresas francesas. Mas exportar para a França é outra coisa: muitas empresas subestimam como um comprador francês avalia um site, do idioma às menções legais, dos preços com IVA francês às condições de entrega. Vence quem constrói uma presença francesa de verdade, e não quem se limita a traduzir.
O comprador
Como compra o comprador francês
- Exigente com o idiomaUma frase estranha ou um texto com “cara de tradução” basta para perder a confiança dele.
- PrudenteCompara, lê avaliações e confere as menções legais antes de comprar ou pedir um orçamento.
- Formal no B2BTodo mundo se trata por “vous”, os cargos contam e os e-mails seguem fórmulas precisas. A intimidade vem depois, se vier: bem diferente da informalidade brasileira.
- FielDepois de convencido, o cliente francês costuma ficar anos com o mesmo fornecedor.
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As regiões
Um país, muitas Franças
Paris não é a França. Cada região tem seus pratos, suas palavras, seu sotaque e seus hábitos de compra, e os franceses pesquisam com as próprias palavras, um pouco como no Brasil, de norte a sul. Por isso estudamos as palavras-chave região por região quando seu mercado é local.
Paris e Île-de-France
Jambon-beurre, almoços de bistrô e mesinhas na calçada o ano todo.
Rápido, direto, cheio de gírias e de verlan (palavras de trás para frente).
Sedes de empresas e tomadores de decisão: aqui é gerado quase um terço do PIB francês.
Palavras-chave nacionais, mas concorrência acirrada: aposte em buscas precisas e com intenção de compra.
Hauts-de-France
Mexilhões com fritas, queijo Maroilles e o welsh (queijo derretido com cerveja).
O sotaque ch’ti; o pano de chão se chama “wassingue”.
Plataforma logística entre Paris, Londres e Bruxelas, com forte influência belga.
Buscas transfronteiriças: muitos compradores comparam ofertas francesas e belgas.
Alsácia e Grand Est
Choucroute, flammekueche e bretzels.
Dialeto alsaciano e sobrenomes com som alemão; muitos moradores falam alemão.
Sede do Parlamento Europeu, com um direito local herdado da história.
Uma ponte natural para a Alemanha: aqui, páginas bilíngues funcionam.
Bretanha
Galettes, crepes, sidra e kouign-amann.
Nomes de lugares em bretão e um orgulho regional muito forte.
Agroindústria, cibersegurança e o reflexo “made in Bretanha”.
Selos regionais e referências locais geram confiança rápido.
Lyon e os Alpes
Bouchons de Lyon, quenelles; raclette, fondue e tartiflette nos Alpes.
Em Lyon, criança é “gone”; o pano de chão vira “panosse”.
Segunda região econômica da França: indústria, farmacêutica, esportes de inverno.
Forte demanda B2B: páginas técnicas em francês nativo fazem a diferença.
Provença e Côte d’Azur
Bouillabaisse, aïoli, pastis e socca em Nice.
O sotaque cantado do Sul: “peuchère”, “fada”.
Porto, turismo e um jeito mais caloroso e pessoal de fazer negócios.
Picos sazonais: prepare as campanhas do verão europeu (julho e agosto) já em março ou abril.
O Sudoeste
Cassoulet, canelés, pato e vinho.
Aqui se diz “chocolatine”, e não “pain au chocolat”, e sacola é “poche”.
Aeronáutica em Toulouse, vinho em Bordeaux, rúgbi por toda parte.
As palavras regionais mudam as palavras-chave: teste as duas formas antes de escolher.
Normandia
Camembert, sidra, calvados e manteiga ou creme de leite em quase tudo.
O famoso “p’têt ben qu’oui” (talvez sim, talvez não): um normando raramente se compromete de primeira.
Portos do Havre e de Rouen, energia e agroindústria, a uma hora de Paris.
Compradores cautelosos: descrições detalhadas e preços claros passam segurança.
Nantes e a costa atlântica
Biscoitos LU petit-beurre (nascidos em Nantes), muscadet, rillettes de Le Mans.
Um francês muito padrão; em Nantes ainda se discute se a cidade é bretã.
Construção naval em Saint-Nazaire, aeronáutica e um ecossistema animado de startups em Nantes.
Referências e cases locais convertem bem nesta região orgulhosa.
O Vale do Loire
Tarte Tatin, queijos de cabra e vinhos do Loire.
Dizem que na Touraine se fala o francês “mais puro”.
Farmacêutica e o polo “Cosmetic Valley”, agricultura e turismo de castelos.
Aqui o francês neutro funciona: um bom mercado de teste para campanhas nacionais.
Borgonha e Franco-Condado
Bœuf bourguignon, mostarda de Dijon, comté e escargots.
No interior ainda se ouve o “r” enrolado.
Vinho, agroindústria e indústria de precisão, dos vinhedos da Borgonha aos relojoeiros do Jura.
O terroir e a origem contam: mostre onde e como seus produtos são feitos.
Córsega
Figatellu, queijo brocciu e farinha de castanha.
O corso, próximo do toscano, é ensinado na escola; a sinalização é bilíngue.
Turismo muito sazonal e uma clara preferência por empresas locais.
As buscas disparam antes do verão europeu: publique e anuncie a partir de março.
Passe o mouse ou toque em uma região para ver a cidade principal e a população.
Palavras
Fale como um francês
A lei
O que a lei francesa exige no seu site
- Lei Toubon (1994)Publicidade, descrições de produtos, instruções e contratos com consumidores precisam estar em francês.
- Mentions légalesIdentidade do responsável pelo site, endereço, número de registro e hospedagem.
- Condições de venda (CGV)Obrigatórias para vender ao consumidor, com direito de arrependimento de 14 dias (no Brasil, são 7).
- CookiesA CNIL, o equivalente francês da ANPD, é rigorosa com o consentimento: nenhum rastreamento antes de o visitante aceitar.
- Prazos de pagamento B2BLimitados por lei, em geral a 60 dias após a data da fatura.
Pagamentos
Pagar e o calendário comercial
Esqueça o Pix e o boleto: na França, o cartão bancário domina, sobretudo a rede francesa Carte Bancaire. O PayPal é muito usado e o pagamento em três ou quatro parcelas é comum online. No B2B, a transferência bancária continua sendo a norma. Mostre sempre os preços ao consumidor com o IVA francês (TVA) incluído.
- Jan
- Fev
- Mar
- Abr
- Mai
- Jun
- Jul
- Ago
- Set
- Out
- Nov
- Dez
Picos: liquidações de inverno (jan.), liquidações de verão (fim de jun.–jul.), la rentrée (set.), Black Friday e NatalAgosto: metade da França está de férias
Busca
Google, ChatGPT e a busca na França
O Google concentra cerca de 9 em cada 10 buscas na França; o Bing e o Qwant dividem o resto. Mas os compradores franceses perguntam cada vez mais ao ChatGPT, ao Perplexity, ao Gemini ou ao Claude qual fornecedor escolher. Para aparecer nessas respostas, sua empresa precisa estar descrita de forma clara e coerente, em francês. É o que chamamos de GEO.
Nossa experiência
Mais do que uma tradução: seu parceiro na França
Somos uma agência francesa sediada na Grande Paris, e ajudar empresas estrangeiras a crescer na França é o nosso dia a dia: estudos de mercado, sites em francês, SEO, Google Ads e visibilidade nos assistentes de IA. Conhecemos o mercado por dentro, até suas particularidades regionais.
Antes de investir, analisamos seu mercado: concorrentes, preços, público-alvo, normas e as palavras que os compradores franceses usam. Foi exatamente o que fizemos para a PrintPunk.

Um estudo de mercado bilíngue francês-alemão para entrar na França: tendências, concorrentes, público-alvo, preços e normas aplicáveis, para decidir onde e como começar.

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Fazer o testePerguntas frequentes
Suas perguntas – Vender na França
É obrigatório traduzir meu site para o francês para vender na França?
Quais são as regras para exportar do Brasil para a França?
Qual é o tamanho do e-commerce na França?
Quais são as vantagens de exportar para a França?
Vocês fazem estudos de mercado para a França?
Que buscador os franceses usam?
Fontes: Insee (população em 1º de janeiro de 2025), Fevad (e-commerce 2024), StatCounter (participação dos buscadores), DG Trésor e alfândega francesa (comércio Brasil–França 2025), Insee (PIB regional).




















